
Chatbots de IA generativa já eram usados para auxiliar pesquisas jurídicas, mas dependiam de revisão humana constante para evitar erros. Com a chamada arquitetura agêntica, o acesso a arquivos e a maior capacidade de processar informação passaram a permitir que a Inteligência Artificial redija petições, contratos e outros documentos jurídicos com mais precisão, tornando a delegação de tarefas bem mais viável.
O que está em questão, de forma mais visível do que antes, não é mais apenas a correção do conteúdo gerado, mas a atribuição de responsabilidade pelas decisões tomadas durante o processo, como a escolha de um precedente em vez de outro, o que é uma atividade interpretativa própria do trabalho jurídico e por isso só pode ser delegada em parte.
Lugan Thierry Fernandes da Costa, do Núcleo de Inovação da Poletto & Possamai, é autor do artigo, publicado no IT Forum, no qual desenvolve essa análise.