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O paradoxo elétrico: quando a bateria custa mais que o automóvel

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A eletrificação da frota mundial avança em ritmo acelerado. Pouco discutido pelo mercado segurador, contudo, é o efeito colateral dessa transição: a bateria, que pode representar até 60% do valor do veículo elétrico, deslocou por completo a lógica de sinistralidade construída ao longo de mais de um século de motores a combustão.

Um dano que antes se limitaria a um para-choque agora pode significar perda total, refletindo diretamente no custo das apólices. No Brasil, estima-se que o seguro de veículos elétricos custe entre 20% e 40% a mais do que o de modelos a combustão.

Guilherme Charneski Carneiro, advogado do Núcleo de Seguros da Poletto e Possamai, analisa em artigo publicado na Revista Cobertura os desafios técnicos e econômicos que essa transição impõe às seguradoras, e quais caminhos a indústria já começa a trilhar para equilibrar reparo, precificação e sustentabilidade da mobilidade elétrica.

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