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A Revolução Silenciosa dos Wearables: Como a Tecnologia está Redefinindo a Sinistralidade no Setor de Seguros

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A Revolução Silenciosa dos Wearables: Como a Tecnologia está Redefinindo a Sinistralidade no Setor de Seguros

Historicamente, o seguro operou sob uma lógica de reparação. O evento danoso ocorre e, apenas então, a seguradora é acionada para custear tratamentos, internações ou indenizações. Esse modelo, embora funcional por décadas, tornou-se financeiramente insustentável diante da escalada das doenças crônicas, do sedentarismo e da maior longevidade da população. Nesse contexto, a incorporação de tecnologias de monitoramento contínuo representa uma mudança de paradigma: o foco deixa de ser o sinistro consumado e passa a ser a prevenção do risco.

Os wearables permitem transformar o comportamento cotidiano do segurado em dados acionáveis. Informações sobre passos diários, frequência cardíaca, qualidade do sono e padrões de atividade física oferecem às seguradoras uma visão inédita sobre a saúde real de seus clientes. Com isso, torna-se possível identificar precocemente sinais de agravamento clínico, estimular hábitos mais saudáveis e reduzir internações de emergência, que figuram entre os principais fatores de aumento da sinistralidade.

Esse novo modelo cria um ciclo virtuoso. O segurado se beneficia de uma vida mais ativa e de incentivos concretos para cuidar da própria saúde, enquanto a seguradora reduz gastos com tratamentos complexos e de alto custo. O seguro, nesse cenário, deixa de ser percebido apenas como uma obrigação contratual e passa a ocupar o papel de parceiro na promoção da qualidade de vida e da longevidade.

Entretanto, a consolidação desse ecossistema tecnológico não está isenta de desafios. A coleta e o tratamento de dados sensíveis exigem observância rigorosa à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com consentimento claro, transparência e limites bem definidos para o uso das informações. Além disso, há o risco de aprofundamento da exclusão digital, uma vez que nem todos os segurados possuem acesso a dispositivos inteligentes ou familiaridade com essas tecnologias.

Apesar dessas barreiras, o avanço é irreversível. A integração entre wearables e seguros aponta para um futuro no qual a gestão de risco será, essencialmente, gestão de saúde. Ao alinhar interesses econômicos das operadoras com o bem-estar físico dos segurados, o setor não apenas reduz a sinistralidade, mas contribui para uma mudança cultural mais ampla, baseada na prevenção e no cuidado contínuo. O futuro do seguro, cada vez mais, é conectado, preditivo e orientado à vida.

Notícia disponível em: https://noticiasdoseguro.org.br/noticias/wearables-e-seguros-como-apps-e-dispositivos-ajudam-a-reduzir-a-sinistralidade-1 

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