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	<title>Arquivos crise | Poletto &amp; Possamai</title>
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		<title>Contratos administrativos, crise e variação cambial</title>
		<link>https://poletto.adv.br/contratos-administrativos-crise-e-variacao-cambial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poletto &#38; Possamai]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2020 11:52:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[contratos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Por Luiz Augusto da Silva, Mestre em Direito do Estado pela UFPR e advogado do Núcleo Contencioso na Poletto e Possamai Sociedade de Advogados. Quais as consequências jurídicas da variação cambial decorrente da pandemia para os contratos administrativos? A alta brusca da moeda estrangeira determina que tais contratos sejam revisados? No Direito Privado, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-7458 size-thumbnail" src="https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2020/08/Luiz-Augusto-da-Silva-perfil-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2020/08/Luiz-Augusto-da-Silva-perfil-150x150.jpg 150w, https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2020/08/Luiz-Augusto-da-Silva-perfil-300x300.jpg 300w, https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2020/08/Luiz-Augusto-da-Silva-perfil.jpg 375w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Luiz Augusto da Silva, Mestre em Direito do Estado pela UFPR e advogado do Núcleo Contencioso na Poletto e Possamai Sociedade de Advogados.</p>
<p><span id="more-7457"></span></p>
<p>Quais as consequências jurídicas da variação cambial decorrente da pandemia para os contratos administrativos? A alta brusca da moeda estrangeira determina que tais contratos sejam revisados?</p>
<p>No Direito Privado, a jurisprudência majoritária resiste em admitir que mudanças no câmbio – e outros fatores macroeconômicos, como inflação ou crises no mercado internacional – sejam tomadas como fato extraordinário e imprevisível a permitir a revisão de negócios<span style="color: #000000;">[1]</span>. Impera o <em>pacta sunt servanda</em>.</p>
<p>Já nos contratos administrativos, a proteção reforçada ao seu equilíbrio econômico-financeiro os torna mais permeáveis a alterações por conta da variação cambial (art. 37, XXI, da Constituição; art. 65, II, “d”, da Lei 8.666/93). Por equilíbrio (ou equação) econômico-financeiro se entende: “a relação entre encargos e vantagens assumidas pelas partes do contrato administrativo, estabelecida por ocasião da contratação, e que deverá ser preservada ao longo da execução do contrato”<span style="color: #000000;"><sup>[2]</sup></span>.</p>
<p>O Tribunal de Contas da União, no Acórdão 1.431/2017, definiu três requisitos do reequilíbrio contratual por força do câmbio:</p>
<ul>
<li>Primeiro: o fato deve gerar consequências incalculáveis; impossíveis de serem previstas pelo gestor médio quando da vinculação contratual.</li>
<li>Segundo: deve romper a equação econômico-financeira de modo drástico, tornando o ajuste excessivamente oneroso a uma das partes. Para tanto, a variação cambial deve fugir à flutuação cambial típica do regime de câmbio flutuante.</li>
<li>E terceiro: não basta que o contrato se torne oneroso; os custos elevados devem retardar ou impedir a sua execução.</li>
</ul>
<p>Também o Superior Tribunal de Justiça oferece precedente importante. No caso, o Tribunal acolheu o pleito de reequilíbrio econômico-financeiro de empresa contratada para fornecer helicópteros à União – veículos comprados no exterior, em dólar, e cujo custo aumentou com a desvalorização severa do real em janeiro de 1999 (no contexto de planos econômicos para combater a inflação).</p>
<p>Consta nos fundamentos do julgado: “[&#8230;] caso sobrevenha <em>variação cambial significativa e inesperada</em>, com a constatação de oneração excessiva do contrato e o rompimento da equação econômico-financeira firmada, de rigor que se efetue a repactuação prevista no já referido art. 65, inciso II, d, da Lei 8.666/1993.” (STJ, REsp n°. 1.433.434-DF, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, DJe 21.3.2018).</p>
<p>A pandemia, enquanto fato por si só considerado, preenche os requisitos de extraordinariedade e imprevisibilidade. O mesmo se diga do aumento do valor comparativo de moedas estrangeiras que ela causou. Seja como for, os efeitos de tais ocorrências sobre cada contrato administrativo – como a onerosidade excessiva das prestações e dificuldades na execução – merecem ser avaliados <em>caso a caso</em>, à luz da específica <em>matriz de riscos</em> do ajuste.</p>
<p>A equipe da Poletto e Possamai está à disposição de seus clientes para auxiliar na tutela do equilíbrio dos contratos, a fim de construir soluções eficientes e seguras.</p>
<hr />
<p>[1] Por exemplo: STJ, REsp n°. 936.741-GO, Quarta Turma, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, DJe 08.3.2012; STJ, AgInt no Agravo em REsp n°. 646.945-SP, Terceira Turma, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, DJe 28.6.2016.</p>
<p>[2] JUSTEN FILHO, Marçal. <em>Curso de Direito Administrativo</em>. 12ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2016. p. 602.</p>
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