<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Advocacia | Poletto &amp; Possamai</title>
	<atom:link href="https://poletto.adv.br/tag/advocacia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://poletto.adv.br/tag/advocacia/</link>
	<description>Sociedade de Advogados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Jul 2023 19:30:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>
	<item>
		<title>ANPD aplica primeira multa por descumprimento à LGPD</title>
		<link>https://poletto.adv.br/anpd-aplica-primeira-multa-por-descumprimento-a-lgpd/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Clausen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 18:24:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[#inovação]]></category>
		<category><![CDATA[#seguros]]></category>
		<category><![CDATA[LGPD]]></category>
		<category><![CDATA[mercado securitário]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://poletto.adv.br/?p=10334</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (06/07), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), aplicou a primeira sanção por indícios de infração à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), após quase três anos de aprovação da Lei, que ocorreu em setembro de 2020. Conforme as informações anteriormente divulgadas pela ANPD, o procedimento foi iniciado em março [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/anpd-aplica-primeira-multa-por-descumprimento-a-lgpd/">ANPD aplica primeira multa por descumprimento à LGPD</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (06/07), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), aplicou a primeira sanção por indícios de infração à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), após quase três anos de aprovação da Lei, que ocorreu em setembro de 2020.</p>
<p>Conforme as informações anteriormente divulgadas pela ANPD, o procedimento foi iniciado em março do ano passado com o propósito de examinar a falta de base legal para o processamento de informações pessoais, a ausência de registro de atividades, a ausência de um responsável pela proteção de dados pessoais (DPO) e a falta de atendimento às solicitações da autoridade competente.</p>
<p>A sanção foi aplicada através de um Processo Administrativo Sancionador, penalizando uma microempresa do ramo de telefonia e telemarketing com uma advertência, sem imposição de medidas corretivas, e uma multa no total de R$ 14,4 mil, imposta pela violação de três artigos da LGPD.</p>
<p>Destaca-se que a primeira condenação aplicada pela ANPD serve como um alerta para todas as empresas, em especial para aquelas de pequeno porte, e, não somente aos órgãos públicos e grandes empresas. A decisão evidencia a relevância do cumprimento da LGPD, e a necessidade de adoção de medidas de proteção de dados pelas empresas.</p>
<p><a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/despacho-494550988">Clique e acesse a notícia na íntegra</a></p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/anpd-aplica-primeira-multa-por-descumprimento-a-lgpd/">ANPD aplica primeira multa por descumprimento à LGPD</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>[CONJUR] Ascensão da IA generativa e seus impactos na advocacia</title>
		<link>https://poletto.adv.br/ascensao-da-ia-generativa-e-seus-impactos-na-advocacia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poletto &#38; Possamai]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2023 22:35:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[iagenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[inteligencia artifical]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://poletto.adv.br/?p=10257</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com o constante avanço da tecnologia, a inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais presente em nosso cotidiano. No mundo jurídico, não é diferente. O uso da IA pode ser uma ferramenta valiosa para auxiliar advogados em tarefas complexas e aumentar a eficiência do trabalho jurídico. Desde a realização de pesquisas jurídicas até [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/ascensao-da-ia-generativa-e-seus-impactos-na-advocacia/">[CONJUR] Ascensão da IA generativa e seus impactos na advocacia</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o constante avanço da tecnologia, a inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais presente em nosso cotidiano. No mundo jurídico, não é diferente. O uso da IA pode ser uma ferramenta valiosa para auxiliar advogados em tarefas complexas e aumentar a eficiência do trabalho jurídico.</p>
<p>Desde a realização de pesquisas jurídicas até análise de contratos e predição de resultados de casos, a IA está mudando a forma como o trabalho jurídico é realizado. No entanto, o uso da IA no mundo jurídico também apresenta desafios únicos que precisam ser levados em consideração, como questões éticas, privacidade e segurança de dados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Um caso de sucesso</strong></p>
<p>O escritório Allen &amp; Overy’s, de Londres, entrou em contato com a OpenAI (criadora do ChatGPT) com objetivo de fazer um pequeno teste com a ferramenta Harvey, que promete ser uma inteligência artificial específica para o mundo jurídico.</p>
<p>O teste, que começou pequeno, cresceu bem rápido. Desde Setembro de 2022, 3500 advogados, em 43 escritórios, usaram a ferramenta, um total de 40000 perguntas no total. Segundo Harvey, um em cada quatro advogados do escritório Allen &amp; Overy’s usa a ferramenta diariamente.</p>
<p>Entretanto, existem ressalvas importantes no uso da tecnologia. David Wakeling, head de Inovação do escritório, diz que existe uma política de não incluir nenhum dado do cliente na solução. No entanto, irão começar a apresentar a solução de IA generativa aos clientes para obter o consentimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Homem vs Máquina</strong></p>
<p>Com tantos avanços promissores, um questionamento comum é se no futuro ainda existirá algo que o advogado terá de fazer. O White Paper da Logol (empresa suiça, pioneira no ramo da Inteligência Artificial) faz uma analogia muito interessante do impacto da ferramenta no mundo jurídico com o esporte.</p>
<p>O advogado hoje é como um corredor, que com anos de treino usa toda sua força física para competir. O advogado do futuro será um piloto que, graças à velocidade do carro, consegue chegar ao final muito mais rápido. O relatório da Logol conclui que, no futuro, o advogado não precisará ser o corredor mais rápido (embora os anos de estudo e prática sempre terão um grande valor), mas sim o melhor piloto.</p>
<p>Vale ressaltar também que, ao contrário do que foi difundido, o funcionamento de uma inteligência artificial não é igual ao cérebro humano. Uma IA processa dados que imputamos nela e usa machine learning e algoritmos para prever resultados, mas não é capaz de pensar de forma abstrata ou usar do senso comum como os seres humanos.</p>
<p>Assim como nas fábricas, o ser humano nunca foi completamente substituído, mesmo que os escritórios do futuro sejam completamente automatizados, sempre teremos atividades que  exigirão a capacidade de análise crítica e criatividade humana. Esta é a parte do trabalho que acabará por fazer a diferença no êxito de uma ação judicial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As questões éticas da ferramenta</strong></p>
<p>Quando um advogado utiliza a inteligência artificial para obter uma resposta, ele adentra uma espécie de “caixa preta”. Isso significa que o software realiza suas operações internas e, em seguida, apresenta a resposta ao usuário, sem revelar quais dados foram analisados. Nesse contexto, surge a questão: em que medida é necessário que o advogado tenha conhecimento sobre o funcionamento interno dessa caixa preta para cumprir seus deveres éticos?</p>
<p>Afinal, os advogados não são cientistas da computação e, por enquanto, a maioria dos escritórios depende de ferramentas de empresas de tecnologia. Por isso, podemos dizer que um grande problema é a transparência &#8211; ou falta dela &#8211; das empresas que desenvolvem as IA&#8217;s em relação ao funcionamento interno dos algoritmos.</p>
<p>Dito isto, concluímos que estamos em um momento empolgante para o mundo jurídico, com tantos avanços tecnológicos otimizando a forma de trabalho e garantindo melhores resultados as possibilidades parecem infinitas. Entretanto, nunca foi tão essencial pensar criticamente sobre as tecnologias que utilizamos e seus impactos. Em especial sobre os conflitos éticos, privacidade e segurança dos dados que imputamos à essas tecnologias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.conjur.com.br/2023-mai-05/larissa-dandrade-ia-generativa-impactos-advocacia">Clique e acesse o artigo no portal de notícias CONJUR</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS:</strong></p>
<p>https://www.wired.co.uk/article/generative-ai-is-coming-for-the-lawyers</p>
<p>https://www.logol.com/en/logol-white-paper-on-ai-in-the-legal-profession/</p>
<p>https://kirasystems.com/learn/can-ai-be-problematic-in-legal-sector/</p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/ascensao-da-ia-generativa-e-seus-impactos-na-advocacia/">[CONJUR] Ascensão da IA generativa e seus impactos na advocacia</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil tem um advogado para cada 190 habitantes</title>
		<link>https://poletto.adv.br/brasil-tem-um-advogado-para-cada-190-habitantes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poletto &#38; Possamai]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2019 20:59:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Advocacia]]></category>
		<category><![CDATA[Advogado]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://poletto.adv.br/?p=6058</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Camila Pretko de Lima &#8220;Brasil tem um advogado para cada 190 habitantes. Há cerca de dez anos, era um para cada 321 cidadãos.&#8221; Segundo dados da OAB, o Brasil possui 1,1 milhão de advogados, o que revela um crescimento relevante no número de profissionais nas últimas décadas. Tal fato está associado também à proliferação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/brasil-tem-um-advogado-para-cada-190-habitantes/">Brasil tem um advogado para cada 190 habitantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Camila Pretko de Lima </em><br><br>&#8220;Brasil tem um advogado para cada 190 habitantes. Há cerca de dez anos, era um para cada 321 cidadãos.&#8221;<br><br>Segundo dados da OAB, o Brasil possui 1,1 milhão de advogados, o que revela um crescimento relevante no número de profissionais nas últimas décadas. Tal fato está associado também à proliferação dos cursos jurídicos no país, que ofertam cerca de 52 mil vagas por ano.<br><br>Entretanto, o alto índice não demonstra a qualificação destes profissionais quando inseridos no mercado e a alta oferta pode resultar num cenário de desvalorização e precarização dos serviços jurídicos, comprometendo a perspectiva da carreira, a qualidade da atuação dos advogados e, sobretudo, os interesses dos clientes.<br><br>Deve-se compreender a imprescindibilidade da advocacia e, principalmente, daquela exercida com qualidade e excelência para cumprimento de sua função primordial: auxiliar a administração da justiça.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Link da notícia: <a href="https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI312946,11049-Brasil+tem+um+advogado+para+cada+190+habitantes ">https://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI312946,11049-Brasil+tem+um+advogado+para+cada+190+habitantes </a></p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/brasil-tem-um-advogado-para-cada-190-habitantes/">Brasil tem um advogado para cada 190 habitantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medidas executivas atípicas e inovação processual: caminhos para mitigar o problema das execuções infrutíferas.</title>
		<link>https://poletto.adv.br/medidas-executivas-atipicas-e-inovacao-processual-caminhos-para-mitigar-o-problema-das-execucoes-infrutiferas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Poletto &#38; Possamai]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2019 17:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[código de processo civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[leis]]></category>
		<category><![CDATA[litigiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poder Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[processo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://poletto.adv.br/?p=5969</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Bruno Nascimento da Silva, Trainee do Núcleo Contencioso e Graduando em Direito pela Universidade Federal do Paraná. A “explosão de litigiosidade”[1] revelou a urgente necessidade de reformulação do Poder Judiciário e de suas formas de atuação para solução das questões que lhe são apresentadas. Ao longo dos anos, diversas foram as incursões do poder [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/medidas-executivas-atipicas-e-inovacao-processual-caminhos-para-mitigar-o-problema-das-execucoes-infrutiferas/">Medidas executivas atípicas e inovação processual: caminhos para mitigar o problema das execuções infrutíferas.</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-media-text alignwide"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="535" height="503" src="https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2019/09/bruno.jpeg" alt="" class="wp-image-5973" srcset="https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2019/09/bruno.jpeg 535w, https://poletto.adv.br/wp-content/uploads/2019/09/bruno-300x282.jpeg 300w" sizes="(max-width: 535px) 100vw, 535px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph">Por Bruno Nascimento da Silva, Trainee do Núcleo Contencioso e Graduando em Direito pela Universidade Federal do Paraná.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<p class="wp-block-paragraph">A “explosão de litigiosidade”<strong>[1]</strong> revelou a urgente necessidade de reformulação do Poder Judiciário e de suas formas de atuação para solução das questões que lhe são apresentadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos
anos, diversas foram as incursões do poder estatal em busca do incremento da
eficiência do poder judiciário. As medidas adotadas passam pela Emenda
Constitucional nº 45/2004, que incluiu no rol de direitos fundamentais a
razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação
e pela edição do Novo Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), pautado
pela lógica da cooperação processual em detrimento da perspectiva anterior de litigiosidade
excessiva, incluindo dentre as normas fundamentais do processo civil o direito à
obtenção da solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa em
prazo razoável (art. 4º).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, os indicadores do Banco Nacional de Dados do Poder Judiciário, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça<strong>[2]</strong>, revelam que a situação está longe de uma solução, principalmente no que se refere aos processos em fase de execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisa, apenas em 2018 foram
identificados mais de 4 milhões (4.444.914) de casos novos em fase de execução.
O número expressivo se soma à crescente verificada na última década: em 2009 o
total de ações dessa natureza era de 30,2 milhões, ao passo que em 2018 o
volume chegou à casa dos&nbsp; 42,6 milhões de
ações em fase de execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acúmulo de processos nesta fase vem gerando entraves à atividade jurisdicional e à satisfação dos credores. &nbsp;Entre as situações mais preocupantes diagnosticadas por meio do Informativo estão os Tribunais de Justiça do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e de Pernambuco em que os processos em fase de execução representam 92,2% da taxa de congestionamento<strong>[3]</strong>. <br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também
preocupante é a situação dos Tribunais de Justiça do Distrito Federal e Territórios
e de São Paulo, onde as execuções representam 60% do acervo total de processos
ativos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O comparativo
da média de duração das fases do processo de conhecimento e executiva é
igualmente alarmante: enquanto a ação de conhecimento tem duração média de 1
ano e 1 mês,&nbsp; a execução judicial se
estende, em média, por 2 anos e 9 meses (ou seja, mais que o dobro do tempo
para resolução do mérito), ao passo que a execução de título extrajudicial &nbsp;se arrasta, em média, por longos 8 anos e 6
meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esse
cenário, não é incomum encontrar escritórios de advocacia e credores sobrecarregados
com execuções infrutíferas, muitas vezes em razão da de dissoluções irregulares
de empresas e ocultação de patrimônio por parte de devedores contumazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nestes casos, o
credor enfrenta grande onerosidade para comprovar as situações de ocultação
patrimonial, tendo em vista que dispõe de pouca ou nenhuma informação acerca
das movimentações financeiras do devedor, o que inviabiliza que se adotem
medidas aptas a evitar dilapidação de patrimônio com a facilidade e celeridade
que seriam necessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do
inegável avanço do Código de Processo Civil que, por exemplo, reformou o dispositivo
que determinava uma etapa obrigatória na execução na qual o próprio devedor
deveria indicar bens a penhora, em favor de um dispositivo que torna a
indicação faculdade do credor, ainda se observa excessiva burocracia na penhora
e alienação de bens para satisfação de débitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vista deste
cenário, medidas executivas atípicas e mecanismos de inovação processual vêm
sendo adotados para mitigar as dificuldades atuais. O direito comparado também
fornece caminhos alternativos que podem inspirar novas soluções. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito
alemão, por exemplo, confere maiores poderes ao oficial de justiça: com a
finalidade de atribuir maior celeridade à execução, a figura do oficial pode atuar
“<em>ex oficio”</em> para obrigar o devedor a
indicar bens para satisfação do crédito, e apontar sua localização, compelindo
o devedor a juramentar suas declarações sob pena de <strong>responsabilização criminal</strong>, competência, em muito, distante
daquelas atribuídas ao oficial de justiça brasileiro que tem sua atuação
restrita ao determinado pelo mandado que lhe confere poderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano nacional, com fulcro no art. 139, inciso IV, do Novo Código de Processo Civil, medidas atípicas têm sido intentadas a fim de incrementar os índices de satisfação das demandas. As medidas incluem a retenção de CNH e passaporte, o cancelamento de cartões de crédito e a penhora de percentual sobre verbas salariais em montante que não reduza o devedor à condição de miserabilidade. Aos poucos, as cortes superiores estão delineando os contornos de admissibilidade das medidas executivas atípicas<strong>[4].</strong><br><br>Outra inovação interessante foi apresentada pela Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em seu Manual de Práticas Cartorárias<strong>[5]</strong>. O Manual traz a  possibilidade de expedição de alvará concedendo poderes ao credor para que este, por conta própria, diligencie perante os órgãos que entender necessários, para obter as informações necessárias à localização de bens do devedor, garantindo maior celeridade às diligências que até então dependiam de requerimento individualizado, deliberação do magistrado, expedição de ato ordinatório ou ofício pela vara para posterior recebimento e resposta pelo órgão informante.<br><br>Não obstante, até o momento não há solução definitiva para o incremento de eficiência em relação à pretensão satisfativa dos credores que recorrem ao poder judiciário, nem tampouco entendimento firme quanto aos limites para adoção de medidas atípicas no bojo de execuções. <br><br>Assim, ainda há muito espaço e demanda para o exercício criativo da advocacia e inovação em busca de uma solução que atenda aos anseios dos credores e preserve os demais direitos fundamentais implicados.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:11px">[1] Fenômeno que demonstrou o ajuizamento de 135% a mais de ações no ano de 2000 comparado com 1990, segundo o Banco Nacional de Dados do Poder Judiciário<br>[2] Informativo acerca da litigiosidade no país no ano de 2018 disponível em <a href="https://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2019/08/4668014df24cf825e7187383564e71a3.pdf">https://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2019/08/4668014df24cf825e7187383564e71a3.pdf</a>. Acesso em: 02 de setembro de 2019.<br>[3] Taxa de Congestionamento: indicador que mede o percentual de casos que permaneceram pendentes de solução ao final do ano-base, em relação ao que tramitou (soma dos pendentes e dos baixados). Cumpre informar que, de todo o acervo, nem todos os processos podem ser baixados no mesmo ano, devido a existência de prazos legais a serem cumpridos, especialmente nos casos em que o processo ingressou no final do ano-base.<br>[4] Como demonstram as decisões proferidas no REsp 1.782.418 e no REsp 1.788.950.<br>[5] Disponível no endereço <a href="https://www.tjsp.jus.br/Download/Corregedoria/Manuais/ManualMinutasNovoCPC.pdf">https://www.tjsp.jus.br/Download/Corregedoria/Manuais/ManualMinutasNovoCPC.pdf</a>. Acesso em: 02 de setembro de 2019</p>
<p>O post <a href="https://poletto.adv.br/medidas-executivas-atipicas-e-inovacao-processual-caminhos-para-mitigar-o-problema-das-execucoes-infrutiferas/">Medidas executivas atípicas e inovação processual: caminhos para mitigar o problema das execuções infrutíferas.</a> apareceu primeiro em <a href="https://poletto.adv.br">Poletto &amp; Possamai</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
