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	<title>Maria Eduarda Guimarães Rossi Arnaldi, Brenda Acosta Macieywski, Autor em Poletto &amp; Possamai</title>
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	<description>Sociedade de Advogados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 11:16:19 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Data centers de IA são um risco grande demais para o mercado segurador?</title>
		<link>https://poletto.adv.br/data-centers-de-ia-sao-um-risco-grande-demais-para-o-mercado-segurador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Brenda Acosta Macieywski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 11:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A corrida global por infraestrutura de IA está impulsionando uma nova geração de data centers &#8220;hiperescala&#8221;, complexos, caros e concentrados. O custo de construção de um único centro pode ultrapassar US$ 20 bilhões e, após a instalação de GPUs e outras tecnologias, esse valor pode mais do que dobrar, segundo estudo do Swiss Re Institute. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida global por infraestrutura de IA está impulsionando uma nova geração de data centers &#8220;hiperescala&#8221;, complexos, caros e concentrados. O custo de construção de um único centro pode ultrapassar US$ 20 bilhões e, após a instalação de GPUs e outras tecnologias, esse valor pode mais do que dobrar, segundo estudo do Swiss Re Institute.</p>
<p>Os empreendimentos anteriores representavam riscos já conhecidos pelas seguradoras; os novos data centers, no entanto, são concebidos como grandes campi tecnológicos, com sistemas altamente densos e fortes interdependências operacionais, ampliando a concentração de riscos em um único local.</p>
<p>Esses projetos exigem investimentos intensivos em capital e dependem de sistemas avançados de refrigeração, fornecimento de energia em alta tensão e infraestrutura de backup, hardware sofisticado e softwares robustos de segurança. As exigências da inteligência artificial criam exposições menos conhecidas pelo mercado segurador, como vazamento em sistemas de cooling líquido e incêndios em baterias.</p>
<p>Além disso, antes, uma seguradora distribuía exposição entre inúmeros estabelecimentos para viabilizar uma mesma operação, agora, um único campus de IA representa bilhões de dólares de exposição concentrada. O risco a ser assumido pela seguradora tornou-se sistêmico, uma vez que os data centers não são apenas imóveis, mas sustentam operações de bancos, e-commerces, telecomunicações e até serviços públicos. Uma única interrupção pode gerar perdas simultâneas em dezenas de setores, por meio de perda de lucros da própria operação e de prejuízos na cadeia de suprimentos de terceiros, como fornecedores e clientes.</p>
<p>Os megaprojetos de IA também constituem novo risco geográfico. Energia barata e terrenos disponíveis atraem construções para as mesmas regiões (geralmente expostas a eventos naturais, como é o caso dos estados de Abilene, Texas e Virginia, nos Estados Unidos) e acabam levando a concentração do capital segurado a uma pequena área geográfica. Isto quer dizer que uma única catástrofe natural pode gerar perdas em múltiplas instalações simultaneamente, rompendo premissas históricas de acumulação utilizadas na subscrição e no resseguro (Perda Máxima Possível – PML).</p>
<p>Para contrapor o aumento exponencial do risco, o mercado segurador global está aumentando os prêmios relacionados a data centers, que podem mais do que dobrar até 2030. Também deve buscar desenvolver novas soluções de seguro capazes de atender à crescente complexidade desses empreendimentos.</p>
<p>Por exemplo, a falha de um sistema operacional de um data center provoca o superaquecimento das baterias, desencadeando um incêndio e a consequente interrupção das operações. Este único evento pode resultar no acionamento de múltiplas coberturas de seguro:</p>
<ul>
<li>1. Responsabilidade Civil Profissional (E&amp;O) do subcontratado ou fornecedor responsável pelos sistemas de AVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado) ou por outros serviços de engenharia e construção, para defesa e indenização em reclamações decorrentes de falhas técnicas ou erros de projeto;<br />
2. Responsabilidade Civil Geral (RCG) para cobertura de reclamações de terceiros relacionadas a danos corporais e/ou danos materiais causados pelo incêndio;</li>
<li>3. Seguro de Responsabilidade Profissional ou Erros e Omissões (E&amp;O) para cobertura de prejuízos decorrentes de projeto defeituoso, falhas técnicas ou intelectuais ou danos puramente econômicos sofridos por clientes e terceiros;</li>
<li>4. Seguro de Lucros Cessantes e Interrupção de Negócios Contingente (BI e CBI) do operador ou proprietário do data center, para cobertura da perda de receita e dos impactos financeiros decorrentes da paralisação das operações;</li>
<li>5. Seguro Patrimonial para cobertura dos danos físicos causados às instalações, equipamentos, servidores e demais ativos do empreendimento.</li>
</ul>
<p>Esses empreendimentos estão se tornando tão grandes e valiosos que a capacidade tradicional do mercado segurador e ressegurador já não é suficiente para atender à demanda. O setor está buscando alternativas, como investidores de capital privado, fundos de hedge, <em>cat bonds</em> (títulos vinculados a riscos catastróficos) e veículos de propósito específico.</p>
<p>A nova geração de data centers não só traz desafios quanto a análise do risco e precificação do prêmio, (considerando a acumulação patrimonial por meio de perdas sistêmicas), como também eleva a complexidade das coberturas, a necessidade de novos produtos e de aumento da capacidade de capital para segurar ativos astronômicos.</p>
<p>O mercado segurador está preparado para subscrever riscos onde energia, água, cyber, meio ambiente e interrupção de negócios convergem em um único endereço? Se um único campus de IA pode concentrar US$ 40 bilhões em ativos segurados, o mercado tem capacidade para absorver uma perda relevante?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Fontes: <a href="https://www.insurancebusinessmag.com/reinsurance/news/breaking-news/ai-data-centers-face-mounting-insurance-risks-swiss-re-warns-576926.aspx" target="_blank" rel="noopener">ReInsurance Business</a> | <a href="https://www.insurancebusinessmag.com/reinsurance/companies/swiss-re/527857/" target="_blank" rel="noopener">ReInsurance Business</a> | <a href="https://riskandinsurance.com/data-centers-powering-ai-create-unprecedented-risk-accumulation-challenges-for-insurers/" target="_blank" rel="noopener">Risk and Insurance</a> | <a href="https://www.cnbc.com/2026/04/06/ai-data-centers-financing-insurance-deals-gpu-debt.html" target="_blank" rel="noopener">CNBC</a> | <a href="https://www.ft.com/content/6aa06e07-b881-4a6c-bfcb-f1ac413cf353?syn-25a6b1a6=1" target="_blank" rel="noopener">FT</a> | <a href="https://www.cov.com/en/news-and-insights/insights/2025/10/data-centers-emerging-risks-and-insurance-coverage-considerations" target="_blank" rel="noopener">COV</a> | <a href="https://www.swissre.com/institute/research/sigma-research/sigma-insights-07-2026-insuring-ai-data-centre-risks.html" target="_blank" rel="noopener">SWISS RE</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Como o fenômeno “El Niño” pode impactar o mercado de seguros no Brasil</title>
		<link>https://poletto.adv.br/como-o-fenomeno-el-nino-pode-impactar-o-mercado-de-seguros-no-brasi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Brenda Acosta Macieywski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:59:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil enfrenta, para o segundo semestre de 2026, a perspectiva de um novo episódio do El Niño – o grande responsável pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. As previsões deste ano, no entanto, apontam que o evento meteorológico terá uma intensidade superior ao ano anterior, o que, para o setor de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil enfrenta, para o segundo semestre de 2026, a perspectiva de um novo episódio do El Niño – o grande responsável pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. As previsões deste ano, no entanto, apontam que o evento meteorológico terá uma intensidade superior ao ano anterior, o que, para o setor de seguros, acende alertas em múltiplos ramos.</p>
<p>O impacto do El Niño sobre o setor securitário não é novidade. O agronegócio é historicamente o mais afetado pelos eventos climáticos associados ao fenômeno, e o pagamento de indenizações no ramo do seguro rural vem se mostrando crescente a cada ciclo. Todavia, essa exposição vai além da área rural. As chuvas acima da média também tendem a aumentar a frequência de sinistros residenciais e automotivos, ampliando a pressão sobre as seguradoras.</p>
<p>O efeito financeiro pode ser mais significativo do que aparenta à primeira vista. Especialistas estimam que cada aumento de 100 pontos-base no índice de sinistralidade pode reduzir em cerca de 1% os lucros das seguradoras. Historicamente, os índices de sinistralidade nos seguros residenciais e rurais aumentaram entre 2 e 3 pontos percentuais nos ciclos deste fenômeno registrados na última década. Previsto para ser mais intenso que os ciclos anteriores, o El Niño de 2026 deve ampliar consideravelmente essa pressão sobre o setor.</p>
<p>No ramo rural especificamente, o desafio é estrutural. O setor securitário começa a considerar novas variáveis para a equação de riscos, sendo necessária uma gestão estruturada para atender à alta demanda por indenizações. Ferramentas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e o Registro Nacional de Sinistros do Seguro Rural (RNS Rural) têm sido utilizadas para aprimorar a subscrição de riscos, a precificação e a prevenção a fraudes.</p>
<p>Do ponto de vista jurídico, episódios de alta sinistralidade de maneira concentrada tendem a intensificar a litigiosidade no setor. Nos próximos ciclos, discussões sobre o enquadramento de eventos climáticos nas coberturas contratadas, aplicação de cláusulas de exclusão relacionadas a fenômenos naturais e os critérios de regulação de sinistros rurais devem ganhar relevância. Para segurados e seguradoras, o momento reforça a importância de apólices bem redigidas e da compreensão precisa dos limites de cobertura.</p>
<p><strong>Fontes:  <a href="https://globorural.globo.com/clima/noticia/2026/04/el-nino-e-seus-impactos-no-brasil-o-que-esperar-para-o-clima-e-o-agro.ghtml?" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural</a> | <a href="https://exame.com/invest/mercados/impactos-do-super-el-nino-podem-chegar-a-acoes-de-bancos-e-seguradoras/" target="_blank" rel="noopener">Exame</a> | <a href="https://cnseg.org.br/noticias/subvencao-e-o-clima-influenciam-performance-do-seguro-agricola-em-2024" target="_blank" rel="noopener">CNSEG</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://poletto.adv.br/fraudes-em-seguros-e-o-uso-de-inteligencia-artificial-novos-desafios-para-o-mercado-securitario/" target="_blank" rel="noopener">Fraudes em seguros e o uso de Inteligência Artificial: novos desafios para o mercado securitário</a></strong></p>
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		<title>Seguro de Responsabilidade Civil: o que é preciso saber antes de contratar?</title>
		<link>https://poletto.adv.br/seguro-de-responsabilidade-civil-o-que-e-preciso-saber-antes-de-contratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Brenda Acosta Macieywski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 12:37:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Toda empresa que interage com o mundo externo está, em alguma medida, exposta ao risco de ser responsabilizada por danos que sua atividade venha a causar. Seja por um cliente que escorrega no piso molhado de um estabelecimento comercial, um produto defeituoso que chega ao consumidor final ou até um erro técnico cometido por um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Toda empresa que interage com o mundo externo está, em alguma medida, exposta ao risco de ser responsabilizada por danos que sua atividade venha a causar. Seja por um cliente que escorrega no piso molhado de um estabelecimento comercial, um produto defeituoso que chega ao consumidor final ou até um erro técnico cometido por um prestador de serviços.</p>
<p>Situações assim são corriqueiras no cotidiano empresarial e podem desencadear pretensões indenizatórias, gerando perdas financeiras significativas. É exatamente nesse momento, ou seja, quando o risco hipotético se concretiza e vira uma obrigação de reparar, que a falta de proteção adequada deixa de ser uma simples vulnerabilidade e se torna um passivo do negócio.</p>
<p>Neste cenário entra o Seguro de Responsabilidade Civil (Seguro RC), um instrumento jurídico essencial na gestão de riscos. Sua finalidade é transferir à seguradora o risco econômico relacionado à obrigação de indenizar terceiros por danos causados pelo segurado no exercício de suas atividades.</p>
<p>A contratação de um Seguro RC, contudo, não garante proteção automática contra toda e qualquer pretensão indenizatória. Nos termos do art. 1º da Lei nº 15.040/2024, o contrato de seguro tem por finalidade garantir interesse legítimo do segurado contra riscos delimitados. Portanto, a cobertura opera dentro dos limites estipulados na apólice e é obrigação do contratante se ater às cláusulas de cobertura e exclusão do seguro contratado.</p>
<p>De forma geral, a seguradora passa a responder quando: <strong>(i)</strong> o segurado for condenado a indenizar um terceiro por decisão judicial ou arbitral; ou <strong>(ii)</strong> houver acordo extrajudicial com o terceiro prejudicado, desde que celebrado com a anuência prévia da seguradora. A maioria das apólices de Seguro RC incluem os custos de defesa judicial do segurado, mesmo caso este seja absolvido ao final do processo.</p>
<p>Geralmente, o segurado é a pessoa física ou jurídica indicada na apólice. Entretanto dependendo das condições contratadas, a cobertura pode vir a se estender a funcionários e empregados, sócios e administradores, ou até subcontratadas e prestadores de serviço, desde que haja previsão expressa.</p>
<p>Já o tipo de proteção oferecida varia conforme a modalidade contratada. Enquanto em uma apólice de Seguro RC Geral costuma oferecer cobertura para os danos corporais e materiais causados a terceiros, em uma apólice de Seguro RC Profissional, ou de Errors &amp; Omissions (E&amp;O), por exemplo, a cobertura recai sobre os prejuízos decorrentes de erros, omissões ou negligências no exercício de atividade técnica ou consultiva.</p>
<p>Nesse cenário, a escolha da modalidade correta torna-se parte da estratégia de gestão de riscos. Além do RC Geral e RC Profissional, existem diversas outras categorias de Seguro RC, dentre as quais destacam-se:</p>
<ul>
<li><strong>(i)</strong> RC Produtos, voltado a fabricantes e comerciantes que respondam por danos causados pelos bens que colocam em circulação;</li>
<li><strong>(ii)</strong> RC Empregador, que cobre a responsabilização do empregador por acidentes de trabalho sofridos por seus funcionários.;</li>
<li><strong>(iii)</strong> RC D&amp;O (Directors &amp; Officers), que protege o patrimônio pessoal de diretores, administradores, conselheiros e gerentes de empresa quando responsabilizados por atos de gestão;</li>
<li><strong>(iv)</strong> RC Ambiental, destinado a proteger empresas contra processos decorrentes de danos ambientais; e</li>
<li><strong>(v)</strong> RC Cyber, essencial para empresas que lidam com dados digitais, cobrindo reclamações e prejuízos causados por violações de dados cibernéticos em geral.</li>
</ul>
<p>A escolha equivocada pode deixar o segurado exposto a sinistros previsíveis para o seu setor de atuação, sem a devida cobertura.</p>
<p>Por estas razões, o Seguro RC deve ser compreendido como um instrumento de proteção essencial ao negócio.</p>
<p>Para que funcione como ferramenta adequada de gestão de riscos empresariais, contudo, <a href="https://poletto.adv.br/areas-de-atuacao/direito-civil-empresarial/" target="_blank" rel="noopener">é preciso contratar o Seguro RC certo em cada caso</a>. A correspondência entre os riscos reais da atividade e a modalidade escolhida é o que determina se o seguro funcionará como proteção real ou como uma falsa sensação de segurança. Em um ambiente empresarial cada vez mais sujeito à judicialização, essa escolha deixou de ser uma decisão acessória para se tornar parte indispensável de uma governança responsável.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Artemis II reacende debate sobre seguro de vida em missões espaciais de alto risco</title>
		<link>https://poletto.adv.br/artemis-ii-reacende-debate-sobre-seguro-de-vida-em-missoes-espaciais-de-alto-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Brenda Acosta Macieywski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 18:13:57 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://poletto.adv.br/?p=12168</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em abril de 2026, o mundo parou para a acompanhar a jornada de quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em uma volta ao redor da Lua. Após Apollo 11, em 1969, o programa Artemis marcou a retomada de missões tripuladas promovidas pela NASA com foco na exploração lunar. Além do êxito da operação, especialmente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em abril de 2026, o mundo parou para a acompanhar a jornada de quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em uma volta ao redor da Lua. Após Apollo 11, em 1969, o programa Artemis marcou a retomada de missões tripuladas promovidas pela NASA com foco na exploração lunar.</p>
<p>Além do êxito da operação, especialmente em testes críticos como suporte à vida, navegação e reentrada atmosférica em condições extremas, o projeto evidenciou um ponto central para o setor securitário: a exploração espacial permanece inserida em um ambiente de risco elevado, com potencial de perdas concentradas e de grande magnitude.</p>
<p>De acordo com Fábio Ursaia, SVP de Riscos Corporativos e Resseguros da Alper Seguros, a missão reforça que casos assim não envolvem um risco único e contínuo, mas uma sequência dinâmica de exposições que se transformam ao longo das diferentes fases da operação. Mesmo com os avanços tecnológicos desde o início das expedições espaciais, o nível de risco a que os tripulantes se expõem ainda é de difícil mensuração, sobretudo no que se refere ao seguro de vida.</p>
<p>O seguro de vida de astronautas é, em geral, classificado a partir do risco especializado (<em>specialty</em>), tendo em vista que esses profissionais estão expostos a eventos raros e de elevada gravidade. Nesse cenário, a avaliação do risco exige um nível de detalhamento alto e muito técnico, abrangendo todas as etapas envolvendo o projeto e seus integrantes &#8211; desde os testes e o lançamento, até o percurso e reentrada na atmosfera.</p>
<p>Outro desafio relevante envolve riscos emergentes, como o aumento de detritos orbitais, ameaças cibernéticas e operações cada vez mais distantes da Terra, que aumentam ainda mais o grau de incerteza sobre eventual cobertura securitária. A complexidade para prever tais eventos acabam limitando a alocação de capital e a ampliação das coberturas.</p>
<p>Nesse cenário, a missão Artemis II não apenas simboliza um avanço tecnológico relevante, mas também funciona como um marco para o setor de seguros, ao evidenciar a necessidade de adaptação a exposições cada vez mais complexas e pouco exploradas. À medida que a presença humana no espaço se expande, o seguro de vida deixa de ocupar papel secundário e passa a ser elemento estratégico na viabilização dessas iniciativas, conectando inovação, proteção e sustentabilidade financeira em um dos ambientes mais desafiadores da atualidade.</p>
<p><strong>Fonte:  <a href="https://revistaapolice.com.br/2026/04/artemis-ii-como-o-seguro-de-vida-lida-com-riscos-espaciais/" target="_blank" rel="noopener">Revista Apólice</a> e <a href="https://cqcs.com.br/noticia/alem-da-orbita-seguros-na-missao-artemis-ii/" target="_blank" rel="noopener">CQCS</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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